a paz antropofágica
comeu meu tempo
meu ego meu centro
a paz antropofágica
me digeriu o pensamento
desintegrou o medo
no ácido das ideias
no intestino do excesso
gerou o desconcreto
a paz antropofágica
criou este verso
absoluto e controverso
na mente em saciar-se
se sacia de si mesmo
do infindável obsoleto
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