vivi para derramar o amor
da ânfora que não pesa,
mas carrego.
e desta ânfora escorre
outras essências daquilo que
ainda divino se faz o ser.
vivi porque a morte é constante
e ainda vivo para aprender com
o vento e os pássaros como faz
para se ter asas.
foi em um sonho que encontrei
o povo do ar e foi ali que entendi,
que inquieto meus sentimentos
envoltos do intenso e do racional.
aonde varre o vento
para com todos
os elementos.
o desapego não me causa medo.
mas com intensidade sofro as
dores do mundo. e acreditando
que podia salva-lo eu me aceitei
como arte.
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